Troca e transporte de gases:
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Troca e transporte de gases:
Após os alvéolos serem ventilados com ar fresco, a próxima etapa no processo da respiração é a difusão do O2 dos alvéolos para o sangue e do CO2 no sentido oposto do sangue para os alvéolos.
Esta troca ocorre nas membranas respiratórias (todas as superfícies pulmonares) por meio de difusão, ou seja, tanto O2 quanto o CO2 passam do meio mais concentrado para um meio menos concentrado.
Como se pode perceber tanto O2 quanto CO2 tem um sentido
oposto durante a difusão.

A difusão depende de cinco fatores:
1. Solubilidade do gás em um liquido.
2. A área da reação transversa do liquido.
3. A distancia através da qual o gás deve difundir.
4. Peso molecular do gás.
5.
Temperatura do gás.
A maioria dos gases com importância na fisiologia da respiração possuem uma solubilidade muito baixa no sangue e o inverso ocorre nos lipídios através da membrana celular onde são muito solúveis.
Quando há edema a membrana celular aumenta em muito a sua
espessura, com isso se tem uma maior dificuldade para ocorrer à difusão.
Composição do ar alveolar e sua relação com o ar atmosférico,
ao nível do mar.

O ar alveolar não apresenta de modo algum as mesmas concentrações gasosas do ar atmosférico, pois:
A velocidade de renovação do ar alveolar pelo ar atmosférico ocorre de maneira muito lenta, pois em um individuo normal após a respiração no final da expiração o volume de ar que permanece no pulmão é de cerca de 2.300ml, todavia apenas 350ml chegam aos alvéolos a cada respiração normal, como conseqüência disso o ar renovado a cada respiração é de apenas 1/7, pois 2300/350 = 0,007.
Esta renovação lenta do ar é importante para
evitar:
o Alterações súbitas da concentração de gases no sangue.
o Evitar o aumento ou diminuição excessiva na oxigenação dos tecidos.
o Alterações súbitas da concentração de CO2 tecidual.
o
Alterações excessivas do pH do sangue e tecidos, quando a
respiração é interrompida.
Concentração e pressão de O2 nos alvéolos:
Concentração e pressão de CO2 nos alvéolos:
PV (pressão venosa pulmonar)O2: 40mmHg
PV (pressão venosa pulmonar)CO2: 45mmHg
Pa (pressão artéria pulmonar)O2: 104mmHg
Pa (pressão artéria pulmonar)CO2: 40mmHg
PA (pressão alveolar)O2: 100mmHg
PA (pressão alveolar)CO2: 40mmHg
Espaço morto fisiológico: é na realidade a soma do espaço
morto anatômico com outros volumes gasosos pulmonares que não participam da
troca gasosa.
o
Por
exemplo: determinada área do pulmão é ventilada, mas não perfundida e os
gases que chegaram aos alvéolos nestas regiões não podem participar das
trocas gasosas e é funcionalmente morto.
o
Também
pode ocorrer o contrario onde ocorre a perfusão, mas não ocorre a ventilação,
o que resulta em um sangue que não pode fazer as trocas gasosas e a este sangue
o chamamos de sangue shunt por sua incapacidade de realizar as trocas gasosas.
o
O
espaço morto fisiológico é maior que o anatômico.
Quando entra O2 no organismo a sua pressão parcial diminui devido a umidificação que ocorre nas vias aéreas, em santos de 160mmHg para 149mmHg.
O CO2 é resultado da queima da glicose dentro das células,
tendo como função reativar o tampão carbônico para a manutenção do pH.
CO2 + H2O ↔ H2CO3 ↔ H+
+ HCO3-
Este tampão tem como finalidade manter a estabilidade do
pH, pois:
o CO2↑ H+↑ pH↓, o que leva a uma acidose.
o CO2↓ H+↓ pH↑, o que leva a uma alcalose.
É mais importante manter o equilíbrio de CO2 que o de O2:
Percebe-se que a diferença entre o sangue venoso e o arterial não pode ser muito grande, pois se isso ocorre-se o sangue venoso seria muito acido.
Quando o sangue venoso passa pelo pulmão deixa cerca de
5mmHg de CO2 saindo para a veia pulmonar com cerca de 40mmHg de CO2, então
qualquer problema que impeça este processo em longo prazo acarretará uma
acidose respiratória.
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